Muito tem se falado sobre os dias difíceis que estamos vivendo, sentimentos de medo, insegurança, ansiedade em relação ao futuro... E ontem me lembrei de um trecho do livro "A Sala das Chaves Antigas" de Elena Mikhalkova, que é perfeito para esse momento e pode trazer muito conforto e paz. Principalmente para aqueles que estão oprimidos e sufocados por um mar de informações e recomendações, achando que precisamos obrigatoriamente estar produtivos, estudando, sendo fitness, elegantes, sendo mães e pais perfeitos e com a casa impecavelmente organizada, afinal... Temos tempo...
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domingo, 19 de abril de 2020
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Miniaturista - Jessie Burton
Há séculos não posto uma resenha aqui, embora tenha várias no rascunho, mas cade coragem? A hora que tenho um tempinho livre só o que eu quero é descansar e ficar longe do computador e internet, já que trabalho com isso a semana toda... Mas hoje organizando umas coisas aqui eu resolvi postar pra vocês a resenha de um livro que me inquietou um bocado: Miniaturista de Jessie Burton, pela Editora Intrínseca.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Seis anos depois - Harlan Coben [Resenha]
Por conta da mudança e reorganização da minha vida, passei uns dias me arrastando entre uma e outra leitura sem conseguir me concentrar direito, vi que não estava rendendo e decidi esperar essa fase passar. Aproveitei esse tempo pra reorganizar também meus livros físicos e digitais, escrever algumas resenhas e fazer algumas anotações. Como todo o restante da minha vida, não sei fazer nada em meio a desorganização... Recomecei minhas leituras por um livro espetacular, não tenho outras palavras que o definam. Seis anos depois de Harlan Coben é sem dúvida uma obra-prima do suspense e thriller literário. Me interessei por esse autor há pouco tempo, por indicação de uma amiga, de lá pra cá me apaixonei pelo estilo, pela escrita, pelo gênero e não larguei mais. Já tinha lido muita coisa boa à respeito desse lançamento, tanto nos blogs que acompanho, quanto no nosso grupo de leitura e discussão. Estava curiosa e ansiosa, e não me decepcionei...
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
A lista dos meus desejos - Grégoire Delacourt
A melhor parte de você falar sobre o que gosta sem expectativas, metas ou compromissos, é se surpreender com o retorno, com a interação e participação dos amigos. Sempre li e leio muito, já postei algumas resenhas e dicas aqui no blog anos atrás, mas acabei não fazendo mais por pura falta de tempo... Desde o ano passado eu tenho comentado no Facebook e agora também no Instagram sobre livros que eu leio nas horas vagas (oi? rsrs), muita gente me pede resenhas, minha opinião e o que o livro me trouxe. Resolvi apertar um pouquinho mais meu tempo e começar a trazer pra cá também algumas dicas e opiniões, acho essa troca muito bacana, e o debate que se segue entre os amigos e leitores também. Em geral eu compro livros com base nas indicações que recebo, de amigos ou de blogs literários, e também quando passeio pelas livrarias e me apaixono por eles ♥
Eu não julgo um livro pela capa, mas muitas vezes eu compro sim. E assim foi com esse livro, que quando vi na prateleira não pensei um único segundo, amei a capa, o título e fiquei ainda mais interessada quando li a sinopse. A lista dos meus desejos de Grégoire Delacourt é um livro que me encantou pela mensagem que nos passa, que é de um peso muito maior do que aparenta ser. Um livro pequeno eu diria, mas com uma mensagem muito significativa, pra se pensar...
Veja abaixo algumas informações, detalhes, trechos, fotos e comentários que valem à pena ser citados.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Ale Dossena e suas doces palavras
terça-feira, 14 de junho de 2011
A fita métrica do amor - Qual é o seu tamanho?
Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena para você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
| Via Truccie |
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto. Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Martha Medeiros em "Non-Stop - Crônicas do Cotidiano" (2007)
terça-feira, 24 de maio de 2011
Vermelho - Aprenda e Inspire-se!!!
Há um tempo atrás eu postei aqui sobre o livro "A Cor como informação" de Luciano Guimarães, um livro excelente que aborda a simbologia das cores, tanto o aspecto cultural, quanto à sua simbologia na comunicação, é um livro técnico, mas é uma leitura interessante, leve e muito informativa. Eu adorei a forma como ele descreve cada uma das cores e as relaciona com a comunicação e nossa perceptividade.
Estou falando novamente nele, porque recebi um email de uma leitora querida, a Ana Maria Gabelini, que gostou do post e ficou curiosa, gostaria de saber de que forma o Luciano justifica que a escolha da capa do livro tenha sido justamente vermelha. Como eu AMO vermelho, resolvi trazer essa informação, fazer uma resenha técnica e também colocar algumas inspirações de coisas que adoro nesse tom.
Capítulo Vermelho: Violência e Paixão
" O vermelho é a cor por excelência, a cor arquetípica, a primeira de todas as cores. [...] O vermelho é o mais fortemente conotado de todos os termos de cor, mais ainda do que preto ou branco." - Pastoreau, em Dicionário das Cores do Nosso Tempo, p. 160
Nesse capítulo Luciano aborda a agressividade do vermelho, tendo como uma das explicações o fato dessa cor estar no limiar da cor visível. É uma agressividade subliminar e hipolingual, assimilada como cor da proibição, do fogo, do não poder tocar. Essa ideia de agressividade vem também por ser a cor do sangue, facilmente associada à violência; tudo isso somado, forma um código de cultura em relação à cor. Ele se fundamenta também no fato do campo visual, onde o plano de convergências dos raios vermelhos situa-se atrás da retina, enquanto do azul por exemplo seria na frente, o que também é responsável por essa sensação de agressividade, porque trabalha com os planos de distância-profundidade. A cor considerada de oposição ao vermelho, é o verde que representa a calma do elemento água, e o vermelho a agressividade do elemento fogo.
O vermelho tem uma característica muito marcante, a mesma cor consegue associar ideias opostas como violência x paixão, amor x guerra, conceitos antagônicos convivendo na mesma cor. Essa é uma das explicações por exemplo, do uso da cor vermelha nos símbolos de saúde como a Cruz Vermelha, simbolizando o amor divino nas culturas cristãs, fazendo alusão ao amor cristão.
Para o mundo considerado pagão, vai mais além, o vermelho simboliza o pecado, associado principalmente à maçã, da história bíblica de Adão e Eva, é a cor do vinho, representa o amor canal, é a cor da paixão, do coração, dos lábios, remete à erotismo, atração e pecado. Tanto que os prostíbulos são normalmente iluminados com luzes vermelhas e vibrantes (Casa da Luz Vermelha ---> quem lembra? kkkkkk).
Também entram aqui as frutas vermelhas e adocicadas, como morangos, cerejas e maçãs, não dificilmente relacionadas à sensualidade, volúpia, normalmente entre lábios e bocas. Já a pimenta nos mostra a agressividade e o calor do vermelho.
O vermelho foi desde a Idade Média a cor do crime e do pecado possivelmente por sua relação denotativa com a cor do sangue derramado. No trânsito o vermelho é universal e siginifica sinal de alerta, proibição e parada obrigatória. No futebol, vermelho é falta grave e expulsão. Na minha profissão, na farmacologia, o vermelho significa restrição à consumo, orientado somente com indicação médica, um alerta de uso. E quando estamos sem dinheiro nos referimos à isso como "estarmos no vermelho", o vermelho é também manifestação de alerta do organismo, queimaduras de sol, febre, alergias... são reações externadas nessa cor, assim como nossas emoções, por exemplo, vergonha e raiva.
Vermelho é a cor da imposição, da proibição, do alerta, do controle, é a cor que impõe status e glamour, como nos longos tapetes vermelhos em cerimônias importantes. É também considerada a cor da guerra, pelo sangue das vítimas e combatentes, representa o crime e a violência, é associado às chamas do inferno, à impureza, é a cor do manto nas touradas e das luvas de boxe e também do Comando Vermelho. É a cor dos comunistas, da oposição, da esquerda, da rebeldia, considerada a cor do materialismo.
Aplicação da simbologia do vermelho
Ele faz uma descrição e análise detalhada da Revista Veja, explica que o vermelho do título serve para chamar atenção do leitor, fortalece a identidade da revista, e assemelha-se às revistas Times e Der Spiegel. E fazendo uma análise mais criteriosa ( e ele analisa um a um os exemplares), ele conclui que no caso da Veja, o vermelho quando cor predominante, está vinculado sobretudo à rupturas de ordem social, e é nesse âmbito que ela procura prender o leitor, outras vezes, o fundo é vermelho e o titulo de outra cor, prá cada finalidade a revista muda a sua forma de apresentação, alterando diretamente a simbologia e seu impacto sobre nós. É muito interessante, são páginas e páginas dessa análise. Resumindo tudo isso que foi analisado, em poucas linhas e dentro daquilo que eu assimilei, o vermelho é usado quando a intenção é chamar atenção e se sobressair. Porque de todas as cores o vermelho é a cor proeminente, afetando diretamente a percepção e emoções do leitor, e seria essa a minha conclusão sobre a capa do próprio livro ser vermelha.
Essa foi uma resenha que eu fiz daquilo que li e dentro do que entendi, esse livro enfoca mais o conceito de comunicação, percepção visual e conceitos subliminares. Adorei aprender e saber um pouco mais, me identifico muito com o vermelho, é uma cor que gosto muito em tudo, mesmo sendo intensa, forte e impositiva. E deixo aqui, algumas inspirações que gostei...
Todas as imagens foram garimpadas no Tio Google ;o)
Eu adorei fazer esse post, foi relaxante prá mim, obrigada Ana, por esta oportunidade de te ajudar e também de me divertir com tantas imagens que gosto.
Beijos ♥
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Mulheres que amam de menos
Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita. Se não for, é porque ele tem mau gosto...
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existe são mulheres e homens que têm baixa autoestima, que tem níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.
Martha Medeiros
... e faço minhas as mesmas palavras, sem tirar nem por uma única vírgula!
Beijos ♥
sábado, 29 de janeiro de 2011
Se é mais ou menos, então não é prá mim…
Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos. Um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu acaso, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia. (...) As coisas muito boas e as coisas muito ruins exigem explicação. Coisas mais ou menos estão explicadas por si mesmas. Não gosto de nada que é raso, de água pela canela. Ou mergulho até encontrar o reino submerso de Atlântida, ou fico à margem, espiando de fora. Não consigo gostar mais ou menos das pessoas, e não quero essa condescendência comigo também...
Martha Medeiros
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
"A Paixão Segundo G.H." - Resenha e minhas considerações
Apesar de praticamente nunca postar à respeito, sou uma leitora voraz e comprometida, ano passado fechei o ano na marca de 18 livros, o que prá mim está mais que bom, dá 1,5 livros por mês, em meio à todo o caos de trabalho, da casa, das crianças, e que faço tudo sozinha, que tinha blogs em penca e ainda estava grávida e fazendo tudo em câmera lenta, digamos que sem modéstia alguma, tá muito bom! Confesso, sou uma romântica besta sonhadora e a maioria dos livros que li remetem à sentimentalismos fortes, sejam paixões, relações fraternais, histórias de superação, de determinação, amizade, ou mesmo romances melados, esse é o meu clube. Amo, sou apaixonada por poesia e sempre alterno entre os estilos, gosto de literatura introspectiva e por isso falo hoje do livro que mais me marcou em 2010, dela, que lê minha alma, que tantas vezes me descreve com extrema perfeição, Clarice Lispector!
Literatura chata e densa para alguns, ininteligível para outros, questão de estilo, de gosto, de sensibilidade, afinidade. Somos íntimas eu e ela, embora ela tenha partido no ano seguinte ao meu nascimento e não saiba disso, boa parte do que escreveu, escreveu prá mim. Já tinha lido quase todos os livros dela, faltando apenas o primeiro "Perto do Coração Selvagem" e "A Paixão Segundo G. H.". E um belo dia, lendo meus blogs favoritos, vejo um sorteio no blog da Van, que oferecia de presente esse livro, me inscrevi e claro, ganhei... kkkkkkkk. Comecei a ler o livro numa fase bem obscura do meu eu, achando que era uma estorinha de amor caliente e adocicada, nada... larguei, não dei conta. E só voltei a ler novamente há pouco tempo, enfim terminei.
* Minha visão do livro
De início nojo completo, poderia estar lendo coisas fofinhas e cheirosas, com imagens lindas, paisagens e coisas meigas, mas não, quis ler o livro da barata esmagada dentro do armário... comecei a ler as primeiras páginas e não gostei nada, fugia muito de tudo aquilo de Clarice que eu estava acostumada, mas Clarice é Clarice e sou marrenta, quis ir até o final. É um livro extremamente denso, não é prá relaxar, mas sim prá questionar, fazer pensar, intimista e introspectivo, de certa forma desafiador. A linguagem utilizada é bastante figurativa, cheia de simbologias, e a composição se parece com a narração de um sonho, por várias vezes tive dificuldade em criar as imagens.
Tudo é narrado pela própria G.H., que conta o ocorrido no dia anterior, não se trata de um texto linear, mas de uma narrativa que faz o tempo parar e isso em muitas partes achei extremamente chato e cansativo, tive que parar e desopilar do livro. O evento contado no livro inteiro, na verdade se passa em algumas poucas horas e a experiência da personagem mostra claramente uma mudança no modo de ser dela, antes e depois do episódio ocorrido com a barata. À partir de um fato aparentemente banal ela aborda aspectos de religiosidade, de crença, questiona o existencialismo com muita profundidade e mistério.
Sempre digo que a arte de qualidade ou impressiona ou incomoda, defino assim essa obra, no mínimo incômoda, não tem início, não tem fim, é extremamente prolixa e reflexiva. Ao leitor fica a tarefa de refletir sobre a narrativa, pois são variadas as possibilidades de compreensão abertas pelo texto, que na minha opinião de curiosa literária pode ser analisado em termos psicológicos, sociais, existenciais, filosóficos e também religiosos.
Se você quer ler algo prá relaxar, distrair a cabeça, estórias com começo/meio/fim não indico como sendo esse o livro, mas posso dizer que a criatividade na montagem do texto, na descrição das imagens foi tanta que tive dificuldade de acompanhar e por várias vezes tive que reler alguns trechos porque me perdia nas idas e vindas da narrativa. Me despertou emoções diversas, de repulsa, autoanálise, introspecção, senti um certo incômodo em várias passagens, confesso. Acho que a gente estranha tudo aquilo que não vai de encontro à nossos valores e a forma como pensamos e vemos certas situações e sentimentos.
Apesar de tudo, fala muito de amor, de paixão, e talvez eu tenha me mantido firme na leitura por isso, mas que o livro é maçante isso, sem dúvidas. Como tudo é aprendizado, conhecimento e experiência... gostei! Não é meu livro de cabeceira, não é meu preferido, mas mexeu com meu eu complicado, me fez pensar, me fez pesar muitas coisas.
E não poderia deixar de dizer que uma das coisas que mais gosto nessa blogosfera é a interação, as amizades e os vínculos que pouco a pouco vão se formando. Falo aqui de amizades mesmo, desinteressadas e verdadeiras, de pessoas gentis; não de troca de interesses, de caçadores de audiência e de troca de links por conveniência.
Por isso agradeço à Van, pela oportunidade de conhecer essa obra que tanto me acrescentou, que há algum tempo caminhamos juntas, e que hoje tenho a felicidade de ver o livro dela publicado e muito em breve nas minhas mãos, porque sou mãe e o que mais tenho no umbigo é culpa... e quem não tem que atire a primeira fralda. E da mesma forma que esse livro veio, ele vai, prá alguém que eu gosto muito, uma amizade trazida prá mim pelo Twitter, uma alma muito semelhante à minha, a da doce Dulce, que a maioria conhece como sendo nossa querida @dullim, a minha Moça do Sonho, por quem tenho tanto carinho, lá vai o livro passear na Grande Porto Alegre!
E viram? Até minhas resenhas viram testamentos, não sei fazer nada pequeno, sou um caso perdido... mesmo assim... me amem? E por favor... me leiam? De preferência até o fim... kkkkkkkkkk
Beijos ♥
E viram? Até minhas resenhas viram testamentos, não sei fazer nada pequeno, sou um caso perdido... mesmo assim... me amem? E por favor... me leiam? De preferência até o fim... kkkkkkkkkk
Beijos ♥
sábado, 26 de junho de 2010
O mundo não é maternal
"É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é um erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.
O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso.
O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito.
Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.
O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir.
O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego. Para o mundo, quem menos corre, voa. Quem não se comunica se estrumbica. Quem com Ferro fere, com Ferro será ferido. O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas.
Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo.
Mãe é de graça."
Martha Medeiros
Meus irmãos indignados porque eu não tinha tirado fotos de barrigão ainda, tiraram essas fotos na sexta, almoço prá assistir o jogo do Brasil, na verdade já tinha desistido e nem ia, mas eles vieram no intervalo do jogo e me arrastaram prá lá e no final das contas foi bom... Tinha dormido tarde, trabalhando, cansada. Estava desanimada, sonolenta, tinha recém acordado, deixado minha máscara de diva sobre a cama e por isso desculpem o descabelamento, o rosto cansado, mas como diria um grande e querido amigo "é o que temos prá hoje..."
Recebi esse texto da minha amiga Clau, a eterna titia do Leo e agora da Mariana, obrigada amiga por essa amizade de tantos anos e pelo carinho de sempre, apesar da distância que nos separa, que sempre foi e é o de menos. Adoro tu, sabe disso né?
E prá todos que passam por aqui, um beijo de boa semana ♥
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Dicas de leitura para as mamães
Eu adoro ler e além do artesanato, um dos meus maiores gastos é em livrarias e revistarias. Passeando no shopping outro dia, enquanto pai e filho se divertiam nos brinquedos eletrônicos, corriam e jogavam bola na Centauro e na PB Kids (eu corro disso), eu como sempre me entocava nas livrarias. Gosto de ver toda semana o que há de novo, comprar alguma coisa prá semana e tenho por hábito ler as resenhas e listar o que quero ou o que gostei. Achei algumas coisas bem bacanas, úteis não só prás mamães inexperientes, mas prá todos nós, mamães e papais, já que ser pais é sempre imprevisível, surpreendente e um eterno aprendizado, onde sempre temos mais dúvidas do que certezas.
A Bíblia da Gravidez - com bastante ilustrações, achei a linguagem bastante acessível, de fácil compreensão, orienta e dá dicas de como ter uma gestação saudável e os principais cuidados com o bebê nas primeiras semanas de vida. Não é nada barato, nas livrarias onde vi, os preços variavam de R$ 116,00 a R$ 146,00.
O Manual do Grávido - ajuda o homem a curtir a gravidez e a entender tudo que acontece com sua grávida durante a gestação e o parto. Repleto de informações médicas atualizadas, traz também descrições bem-humoradas de situações típicas da gravidez reunidas por dois pais: Claudio Scillag, médico, e Humberto Accomandi, jornalista. O preço varia de R$ 18,00 a R$ 29,00.
Barriga redonda, barriga pontuda - Se uma grávida dormir de bruços o neném nascerá com os pés chatos? Canjica, cerveja preta e chá de alface engrossam o leite materno? O bebê sempre nasce na mudança de lua? Quem nunca acreditou, ou pelo menos escutou, uma dessas afirmações “pouco” científicas?
O livro Barriga redonda, barriga pontuda — Derrubando mitos, crendices e superstições sobre a gravidez, da autoria da jornalista Ana Paula Brasil e do pediatra Ricardo Lopes Pontes, esclarece todas essas e muitas outras questões que assombram as futuras mamães. Livro gostoso de ler, super divertido e que vai de encontro ao que eu penso, amei e recomendo. Além de ter sido ilustrado pela talentosíssima Jana Magalhães. Precinho bem acessível, de R$ 29,00 a R$ 36,00.
O livro Barriga redonda, barriga pontuda — Derrubando mitos, crendices e superstições sobre a gravidez, da autoria da jornalista Ana Paula Brasil e do pediatra Ricardo Lopes Pontes, esclarece todas essas e muitas outras questões que assombram as futuras mamães. Livro gostoso de ler, super divertido e que vai de encontro ao que eu penso, amei e recomendo. Além de ter sido ilustrado pela talentosíssima Jana Magalhães. Precinho bem acessível, de R$ 29,00 a R$ 36,00.
Meu Bebê Gourmet - livro interativo, onde a mamãe poderá personalizar enquanto observa o desenvolvimento de seu filho, da amamentação ao primeiro ano de vida. Com dicas úteis sobre aleitamento materno, higiene, primeiras papinhas, uso da colher, etc... é um livro de orientação e consulta. Receitas fáceis, criativas e já testadas desenvolvem saudavelmente, desde cedo, o paladar do bebê. Além disso, os espaços para fotografias e anotações fazem do meu Bebê Gourmet um álbum para ser guardado por toda a vida, é um diário culinário da criança, achei a proposta muito interessante e lúdica. De R$ 39,00 a R$ 47,00.
O Primeiro Ano do seu Bebê, mês a mês - Repleto de conselhos profissionais, informações práticas e dicas nas quais você pode confiar, este livro é uma campanha essencial, mês a mês para os pais. Traz descrições detalhadas, do desenvolvimento físico, emocional, social e intelectual do recém-nascido, até ele completar um ano; tudo o que você precisa saber para cuidar do bebê, da amamentação aos banhos, incluindo como estabelecer uma rotina e criar bons hábitos de sono; conselhos sobre alimentos e problemas comuns de saúde; relatos de pais compartilhando sua experiências na criação de bebês. Achei um livro bem completo e bem explicativo. De R$ 59,00 a R$ 92,00.
Criando Meninos - O livro discute de forma clara, leve e emocionate as questões mais importantes sobre o desenvolvimento de um homem, do nascimento á fase adulta. Steve Biddulph escreve com humor, honestidade e muita experiência. Um texto apaixonante, repleto de orientações práticas essencial na nobre tarefa de criar um menino. Eu tenho esse livro, comprei quando estava grávida do Leo, eu recomendo, é muito bacana, aborda muito da parte psicológica e de tempos em tempos ou o releio, encontrei nele muitas explicações para comportamentos do Leo que eu não entendia, semana que vem vou comprar o Criando Meninas. De R$ 25,00 a R$ 42,00.
Criando meninas - Esse livro dá orientações claras e precisas, que vão ajudá-la na tarefa de educar sua filha com carinho, amor e disciplina. Com muita experiência no assunto, a autora dra. Gisela Preuschoff, mostra como evitar os erros mais comuns na criação das meninas e aponta os caminhos que levam á formação de pessoas determinadas e felizes. Desde os primeiros anos de vida até a adolescência, Criando Meninas mostra como estimular, desenvolver e encorajar sua filha. Apoiada em fatos científicos e na própria experiência como mãe, psicológica e terapeuta familiar, Gisela Preuschoff ensina a medida certa entre autoridade e amor. De R$ 25,00 a R$ 42,00.
É claro que eu amo você... agora vá para o seu quarto - Este livro mostra que não importa de quanto tempo você dispõe para ficar com seus filhos. O importante é como você usa esse tempo. Afinal, sua responsabilidade é proporcionar a seus filhos o apoio emocional de que eles necessitam para se tornarem adultos independentes. É dar condições para que eles possam trilhar com segurança o caminho da autodisciplina. E isso se faz com amor e limites. De R$ 32,00 a R$ 45,00.
Vi muito mais coisas, principalmente livros ensinando a educar e conter um pouco os mais arteiros e de gênio difícil, mais à frente eu coloco aqui prá vocês. Apesar de que nesses casos eu sou favorável à apenas muita conversa, diálogo aberto, quando nem assim funciona, conversa firme, algumas trocas de interesses e por fim, o castigo e se eu estiver muito no meu limite, palmadas... e o Leo é bem educadinho, obrigada ;o) e uma criança visivelmente feliz.
Beijos de boa semana!!!
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