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domingo, 22 de junho de 2025

Pausas, recomeços e reencontros

 


Depois de um tempo longe daqui, senti que era hora de voltar. Tentei algumas vezes mas sem muita programação e prioridade, e é claro que não deu certo. A vida muda, as prioridades também, mas algumas coisas permanecem: e uma delas é o meu amor por esse espaço que sempre foi um refúgio pra mim! Meu canto, minha casa, onde tantas vezes dividi muito da minha vida, do meu trabalho, muitas vivências e dicas legais! Além, é claro, do meu amor absoluto e incondicional pela arte e pelo artesanal, pelo tempo vivido com propósito, pela valorização da vida simples e das pequenas coisas. Eu voltei e espero que vocês também... Vamos juntas? Tem muita coisa legal sendo criada com muito carinho pra vocês! ♥

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Amor além da vida - Pintura em Tela


Trabalhar com arte é ter o privilégio de tocar o coração das pessoas trazendo boas lembranças. Eternizar momentos, ressignificar sentimentos é uma das maiores alegrias pra mim. E assim nasce uma nova tela, através da minha arte retrato uma história linda de amor, amizade, admiração, respeito e cumplicidade. "Amor além da vida" é uma obra em acrílico sobre tela que fiz para presentear uma amiga no seu aniversário. Te convido a ver os detalhes desse trabalho que fiz com muito carinho para a querida Tânia Falsoni

domingo, 19 de abril de 2020

Pequenos passos, avanços possíveis






Muito tem se falado sobre os dias difíceis que estamos vivendo, sentimentos de medo, insegurança, ansiedade em relação ao futuro... E ontem me lembrei de um trecho do livro "A Sala das Chaves Antigas" de Elena Mikhalkova, que é perfeito para esse momento e pode trazer muito conforto e paz. Principalmente para aqueles que estão oprimidos e sufocados por um mar de informações e recomendações, achando que precisamos obrigatoriamente estar produtivos, estudando, sendo fitness, elegantes, sendo mães e pais perfeitos e com a casa impecavelmente organizada, afinal... Temos tempo...

domingo, 24 de março de 2019

Devagar e sempre...


Devagar... Um dia de cada vez, a passos lentos, respeitando meu humor, meus limites e minhas possibilidades. E sempre... Sem jamais pensar em desistir ou retroceder. Depois de um inverno hostil, de uma primavera pálida, seguida de um verão de novos desafios, estou de volta no outono! Outono que é a minha estação favorita, época de trocar as folhas, reavivar as cores, frutificar, renovar os sentimentos, pensamentos e sonhos. Ando devagar (e sempre em frente), resgatando a minha essência, fazendo escolhas conscientes e priorizando viver com alegria e leveza, priorizando sobretudo a minha paz... 

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Porque o tempo não para...



No último feriado resolvi viajar, algo que não fazíamos há muito tempo... Tirei esses dias para descansar, fui visitar a família e a minha cidade natal: Guarapuava, que fica no interior do estado. Foi uma viagem que me fez pensar bastante, mexeu bastante com meu emocional que por outros motivos já não estava muito no lugar... Só sei que voltei de lá com uma enorme necessidade de aproveitar melhor meu tempo, de não perder mais tempo com o que não me acrescenta, com coisas sem valor, com pessoas que nada significam na minha vida. Voltei com uma sensação de estar perdendo um tempo precioso que não volta mais... E foi assim...

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Feliz 8 anos de blog!




Hoje é um dia especial, o blog completa 8 anos no ar! Há 8 anos dividindo, compartilhando, aprendendo, ensinando, fazendo novos amigos e sobretudo, me fazendo feliz! 

sábado, 15 de junho de 2013

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Porque há tempo prá tudo...

Imagem roubadinha do blog da minha amigairmãmãeídolaconselheiramaravilhosa titia Clau.

Nove dias sem postar, passou tão rápido que mal percebi que foram tantos dias, dias de silêncio. Porque há dias de falar, e há dias de calar... Eu por natureza sou de falar, mas em determinadas situações, a vida me cala, uma espécie de freio. Muitos recadinhos carinhosos, muitos emails delicados, cheios de amizade e preocupação, já outros nem tanto... mas cada um costuma falar e deixar escapar pela boca, daquilo que está cheio o coração. E isso vale prá vocês, isso vale prá mim, e por isso de tempos em tempos me reavalio, me reciclo, me renovo, porque jardim abandonado cria erva-daninha, e aqui só há espaço para flores. Estive em silêncio, poderia até ter sido um silêncio mais profundo, mas sempre sou traída pelo ímpeto da minha impulsividade. Estive cansada, tirei o feriado e emendei essa semana prá realmente descansar e aproveitar minha casa, meus pequenos, minha família, meu trabalho que amo, minhas coisas que gosto. Cuidei de tudo, cuidei de todos, cuidei de mim. Vim melhor, vim maior, mais forte e disposta. E prá quem se preocupou, estou muito bem, estamos todos muito bem, estou feliz. E agradeço de coração e com todo meu carinho a preocupação, foi reconfortante perceber os amigos que tenho.


É da minha personalidade;  quando me machuco, quando me sinto angustiada ou ansiosa, me calo, me fecho. Muita gente me perguntou  o que aconteceu; e como tenho esse espaço aberto, com tantos acessos e seguidores, pessoas sempre tão queridas que me acompanham, resolvi falar um pouquinho, até porque não falar, dá espaço à especulações, conjecturas e inverdades. E disso estou também farta.


Aconteceu que eu cansei. Cansei fisicamente, da correria, de tentar dar conta da tudo, de dormir pouco, de estar sem diarista, do trânsito. Cansei mentalmente, de preocupações com algumas decisões a tomar, de dúvidas e questionamentos, das incertezas que todos temos. Cansei emocionalmente, de ser sempre fortaleza, da obrigatoriedade de estar sempre bem e firme, de estar sempre em pé, de não ter o direito às vezes de falhar,  cansei de dar a outra face; cobranças internas, que inconscientemente, não só eu, mas muitos de nós, nos impomos. 


Cansei das regras, de ser politicamente correta, de estar sempre sorridente, sempre otimista, sempre compreensiva, sempre disponível e presente prá tudo e todos. Cansei... de ter ficado ansiosa com tudo isso, instável emocionalmente e ter visto o meu leite secar, quando eu tinha tanto. Ter que além de adaptar a Mariana à mamadeira (e prá ela nem aí... foi uma festa, é a mais feliz com a amiga mamadeira), ainda ter uma despesa extra com leite, quando poderia ser desnecessário. 


Cansei da amargura, da maledicência, da inveja, da falta de respeito, da bipolaridade da vida virtual. Como não sou de reclamar, não gosto de mimimi, não gosto de autopiedade, nem faço autopropaganda, porque minha imagem não está à venda por preço nenhum, esperei passar tudo isso de angustiante que eu vinha sentindo, estava sufocada e acumulando toneladas de lixo emocional.


Então diante de tudo, parei... me calei, me dei o direito... chorei, chorei, chorei e chorei... que é o único jeito que eu sei reagir e desabafar, e na verdade é o único método eficiente prá mim. Quase ninguém sabe, quase ninguém viu, mas me fez um bem danado, recomendo. Não tenho nem nunca tive depressão, nenhum transtorno de humor, nem mesmo TPM, tenho mesmo é um gênio do cão, e peço à Deus todas as noites que abrande alguns sentimentos,  peço prá que meus filhos não tenham herdado essa parte do meu temperamento, e  prá que ninguém me irrite o suficiente a ponto de eu ter que externar essa face, da qual não me orgulho nem um pouco.


Sendo assim me cuidei, dormi e comi muito bem, deixei de arrumar a cama e a casa alguns dias, fiquei boa parte dos dias de pijama, cara lavada e unhas sem pintar, porque a vaidade apesar de boa, muitas vezes também aprisiona... Passei bons momentos em família, ganhei tudo na mão, fiz coisas que gosto muito... brinquei com meus filhos, fiz comidinhas boas, curti minha família, li, ouvi muita música, fiquei nos meus blogs de imagem, pesquisei artesanato, rascunhei novos projetos, tirei fotos sem compromisso; fotos de coisas, de pessoas, de pessoinhas. Arrumei meus ateliers, namorei minhas coisas, meus paninhos, meus botões, meus papéis, minhas tintas. Vi fotos antigas, revivi boas lembranças. Ganhei um presente maravilhoso da minha empresa, que em breve venho mostrar, que veio como uma resposta ao que realmente vale à pena, e fazer o que se ama é uma delas. Chorei, transbordei e estou leve, é assim que costumo cuidar de mim, me permitindo. Não me impondo regras ou viver a vida como se estivesse seguindo uma cartilha, e talvez eu estivesse perdendo justamente essa essência de liberdade, tão vital prá mim.  Muitas regras, muitos prazos, muita perfeição e eficiência em tudo.


Eu estava me sentindo aprisionada em muitas coisas e de certa forma em pessoas e situações, voltei Fênix, voltei LIVRE! E muito mais feliz e tranquila, podem ter certeza, com o coração em paz. Voltei porque gosto daqui, porque ainda tenho amigos que valem à pena, porque preciso escrever prá viver, porque preciso criar e dividir prá ser feliz. Porque ainda tenho muito a ensinar, e mais ainda a aprender! 


E só posso como sempre... agradecer! Muito obrigada pelo carinho, pela preocupação, pela amizade, pelos presentinhos virtuais, pelos emails trocados, pelos que continuaram vindo aqui, mesmo com a casa vazia. Muito obrigada mesmo!

Mas... o tempo de calar já passou, voltamos à nossa programação normal, meu tempo de falar pelos cotovelos está de volta. Então vocês já sabem...

Mileiam, miamem, miaguentem... miabraçem bem forte... kkkkkkkkkkkk....
Beijos e boa semana ♥

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Por uma vida mais leve e mais feliz... Um pouco da minha história...


Esses dias entrei no Twitter, desanimada da vida, cansada, ando me sentindo assim, muito diferente do que realmente sou ou pelo menos vinha sendo...  desmotivada "de" e "com" muitas coisas. Uma das coisas que mais me cansa fisica e emocionalmente é a rotina, aquilo de todos os dias fazer as mesmas coisas, nos mesmos horários, de nunca conseguir dar conta efetivamente de tudo, da casa, das crianças, do meu trabalho, dos cuidados com meu marido, minha família, amigos e principalmente de me cuidar. Eu, além disso já tenho comigo algo que não me ajuda em nada: sou extremamente perfeccionista e metódica, já fui muito organizada, hoje minha rotina já não me permite ser tanto. Às vezes me pego comparando minha casa com a casa onde morava no interior, que era impecável,  limpeza e organização total, nenhuma moedinha fora do lugar, então preciso dizer prá mim mesma, que a situação era outra, que eu tinha uma rotina leve, eu tinha quem me auxiliasse com o serviço doméstico em tempo integral, eu não tinha filhos....


Ah! Os filhos... minha maior alegria, minha maior riqueza, mas talvez aquilo que me faça sentir muito culpada em boa parte do tempo seja justamente o fato de ser mãe, de querer ser uma boa mãe e às vezes de querer ser a melhor mãe. E quando alguma coisa acontece fora do previsto, a gente se enche de culpa. Nos culpamos por coisas que não dependem de nós, nos culpamos muitas vezes porque queremos ser e fazer coisas que as pessoas esperam de nós, nós nos sentimos na obrigação de não decepcionar, de não falhar. Prá quem não conhece minha trajetória de mãe, minha vida não foram só flores, logo que casei, engravidei, em seguida perdi o bebê com 11 semanas de gestação, junto com a dor, com a decepção e a frustração, veio a culpa, me perguntava se eu tinha feito algo de errado, se não tinha me cuidado como deveria, eu me culpava por não ter conseguido. Decidi que minha vida não seria conduzida por isso, que eu poderia ser muitas coisas e não apenas ser mãe, fazer disso meu único e principal objetivo, esperei três anos, demorei mais de um ano tentando e vivendo em torno disso, como se a vida fosse apenas isso, e engravidei novamente, e com 12 semanas... perdi novamente. Nem preciso dizer né? Segunda perda, culpa dobrada, aí perdi meu chão... como assim, eu saudável, sem doença nenhuma, nem resfriado eu pego (e isso até hoje) e não conseguia levar adiante uma gravidez que começava saudável e bem? Eu me culpava por não conseguir realizar o sonho do meu marido, o meu maior sonho, me culpava porque via ao meu redor uma família que proliferava feito coelho e só eu não conseguia, a maioria das minhas amigas já com bebês... e foi muito difícil prá mim, digerir tudo isso, parar de achar que estava grávida todo mês, parar de chorar noites e noites e noites a fio, querendo que as coisas acontecessem à força. Desisti, parei tudo e segui minha vida, quando desisti... veio... e veio prá ficar, meu Leo! 

E a culpa? Lá, firme e forte, porque mãe que é mãe tem culpa prá dar e vender, muda a situação e a gente começa a se cobrar de outras formas, de outras maneiras, por outros motivos. Me vi num impasse entre a minha tão sonhada maternidade e a minha vida profissional, tinha recém fechado minha farmácia, situação financeira crítica, meu marido em dois empregos, saía de casa 6:00h e chegava 23:00h, e mesmo assim não estava sendo fácil, foi então que tomei a decisão mais difícil da minha vida, peguei meu diplominha de farmacêutica pela UFPR e guardei na gaveta, trancado à sete chaves e virei o que hoje eu sou: artesã, mãe, esposa e dona de casa. E eu me culpava... vou decepcionar meu pai, estudei 5 anos prá que?  E essa fortuna que tenho em livros? E se não der certo? Aos poucos eu percebi que se eu não mudasse meu padrão de pensamento e comportamento, eu estaria fadada à infelicidade. Foi difícil mas eu mudei, e cada vez que me pego assim, me culpando de algo, trato logo de reavaliar as coisas e mudar a ótica, eu vejo as coisas por outro ângulo, porque nada tem somente o lado ruim, de tudo, podemos tirar algo positivo. 


Hoje, com a Mariana em relação ao Leo, sou uma mãe muito mais tranquila, mais segura, mais leve. Faço as coisas no meu ritmo, do jeito que posso e não me cobro, meu leite diminuiu muito essa semana, de uns 5 dias prá cá tem descido muito pouco, estou conseguindo levar, mas a lata de Nan1 está no armário e a hora que eu perceber que realmente não está mais dando, não vou me culpar, porque a minha parte sei que já fiz e que fiz da melhor maneira possível. Sei que isso aconteceu porque não estou numa das minhas melhores fases emocionais, mas não posso me culpar por não estar bem, em outros tempos me culparia, me cobraria, hoje, não mais...


A vida é única e eu creio que tenha que ser leve, antes eu me cobrava por tudo, desde de não ter tempo prá alguma coisa, até por coisas que eu sentia e ainda sinto, sentimentos que não consigo explicar, coisas que vem de dentro prá fora, já não me questiono mais, nem me imponho cobranças. Faço agora as coisas da forma que é possível prá mim, de preferência confortável. Tenho a sorte de contar com um marido compreensivo, que quando pode, me ajuda; quando não me ajuda, também não me cobra, não me aborrece, nem me atrapalha. Às vezes ele chega e a louça do almoço está na pia, ou não consegui colocar o lanche na mesa, gostaria que fosse diferente, mas se não é, vamos nos adaptar ao que temos, porque eu acredito que a gente tem que ser feliz com o que tem, com o que é e com o que pode ser e fazer, se não dá... não dá...

E sobretudo, eu aprendi que na maioria das vezes não são as pessoas que nos cobram, somos nós mesmos que nos cobramos, eu sei que eu exijo demais de mim e muitas vezes dos outros, quando eu não consigo corresponder, me cobro, quando os outros não correspondem, me frustro... e isso tem sido constante. Essa tem sido a minha mais árdua luta interna, menos cobranças, menos expectativas, e a cada dia eu tenho conseguido ser uma pessoa um pouco mais leve, mas o policiamento é eterno. Apesar da tag ter sido #culpazero eu não acredito que isso seja possível, porque faz parte da natureza humana o questionamento, a busca de respostas e invariavelmente quando as coisas não dão certo, que se achem os culpados. O que eu tenho tentado é me impor mais perante algumas situações, tenho dito muito mais NÃO, embora ainda seja pouco, porque preciso dizer mais vezes, já é um grande começo e procuro fazer as coisas de uma forma que não se tornem tão pesadas prá mim, procurando amenizar a parte negativa.

Essa blogagem teve origem numa conversa no Twitter, que se iniciou quando a Luci contou que estava com faxineira em casa e eu reclamei que não consigo achar uma, e que quando acho não fazem nada direito e cobram caro, muitas outras meninas entraram na conversa e o assunto se expandiu, então decidimos fazer essa blogagem coletiva! Venha e participe conosco também!!! Vamos trocar experiências e interagir um pouco mais. A Elaine está organizando os links e a blogagem; até o momento, estão participando também:
  1. Minha mãe sabia
  2. Sementes diárias
  3. Dedo de moça
  4. De amor e de…
  5. Sobre viver em Sinop
  6. Iara poesias
  7. Coisas de Carine
  8. Doce insensatez
  9. Agenda de casa
  10. Adriana Balreira
  11. Dom Caixote
  12. Cantinho da Piu
  13. e outras coisitas mais...
  14. Asas dos versos e reversos
  15. Cristiane Aguiar
  16. Lichia doce
  17. A moça do sonho
  18. Cantinho da Si- de tudo um pouco
  19. Trocando ideias
  20. Grace's cupcakes
  21. Cristiane Aguiar
  22. Mãe é tudo igual
  23. Meu sonho de casa
  24. Inventando casa
  25. Blogando, pensando e viajando
  26. Espaço da Giu
  27. Meu lado contido
  28. M@myrene
  29. Espiritual Poesia
  30. Inquietude total
  31. Uma mãe expatriada
  32. Tays Rocha
  33. Mulheres em conflito
  34. Pequenos Barulhos Internos
  35. Sonhos e Encantos
Quem resolver participar, avise a Elaine, se quiserem me avisem também, e eu atualizo com o link aqui!

Beijos e uma boa sexta, leve e sem culpas! ♥