O ano de 2009 foi um ano daqueles em que eu não lembro de nada muito bom prá contar, foi um ano que de certa forma passou e me senti amortecida no tempo, foi um daqueles períodos em que num balanço geral, com muito esforço e otimismo da minha parte, ficou no 0 x 0, não sinto como se tivesse me acrescentado tanto. Talvez pela minha personalidade, eu não saiba viver dessa forma e isso me incomodou muito, lembro de ter trabalhado muito e vivido pouco, quem sabe por dar valor à coisas sem valor algum, que não me acrescentaram nada de positivo, nem como mulher, nem como mãe, mas cresci como pessoa e por isso o saldo não foi de todo ruim, profissionalmente também cresci muito, mas isso é consequência, em se plantando tudo dá. E na virada do ano, com o Leo no colo e confesso que um tanto triste, olhando os fogos e deixando que as lágrimas corressem, só o que eu consegui pedir foi paz e renovação, que nesse ano as coisas fossem diferentes, que o ano de 2010 tivesse um gosto mais doce prá mim, que os problemas maiores que nos afligiam e um deles era o trabalho do meu marido, entre outros não menores, fossem solucionados e foi só o que eu pedi. E naquele instante os anjos me ouviram e disseram Amém e Deus me concedeu o que eu havia pedido de coração tão desarmado, tão sinceramente.
Ao chegar em casa, dias depois, a notícia de um novo emprego, ofertado de uma forma totalmente inesperada e em condições infinitamente melhores... e no final do mês uma sequência de mal estar, náuseas, tonturas, xixi a todo instante e os seios, que só da água do chuveiro doíam. E eu pensei, não estou enganada, já senti isso várias outras vezes e dias depois a confirmação de que realmente não estava, eram as nossas vidas se renovando novamente ali, dentro de mim. Um misto de alegria, receio e ansiedade, vontade de contar prá todo mundo, mas gato escaldado... E o tempo passou, depois de quase 3 meses e de uma certeza maior, dividimos com todos a nossa alegria incontida. E é engraçado como nessas horas a gente acha que sabe de tudo e acha que tem o controle da situação e pode prever tudo. Não pode não, aquele serzinho do tamanho de uma ervilha parecia já ter vontades próprias e acho que eu havia esquecido como é o período da espera. Eu queria trabalhar, mas ficar deitada com o mundo rodando de tanto enjoo era o que acontecia, a indisposição era imensa, apesar de eu não me entregar è ela. Quando as pessoas te perguntam e você conta como está sendo, a reação de alguns é ter olhar com cara de pena, com aquela expressão do tipo - tadinha, que ruim, que sofrido - mal sabem todos que até sendo péssimo é bom, que tudo fica pequeno diante de tanta expectativa e alegria, tudo vale à pena.
E também pensei, já passei por isso e já sei como é, mas uma gravidez nunca é igual à outra e sobrevieram sustos, uma anemia difícil de tratar, três sangramentos leves sem importância, mas que assustam e muito, uma dor nas costas que tem sido minha fiel companheira e o que tem sido mais diferente prá mim: gestando uma pipoca, agitada, inquieta, brinco que ela parece um polvo, chuta e mexe por todos os lados em questão de segundos, alternando tão rapidamente que não sei como consegue... Fiz quatro ultrassonografias e em todas é difícil ver detalhes de qualquer coisa, nunca tinha conseguido uma foto de rosto, ou vê-la direitinho, sempre borrões... mas não reclamo de tudo, o Leo se escondeu tanto, que só fui conseguir ver que ele era menino com 22 semanas e a Mariana foi mais legal com a mamãe e com 13 semanas apenas, mostrou seu pãozinho d'água, segundo a médica, incomum de se ver nessa época, mas ela mostrou, prá me enviar um recado - olha mãe, sou menina, pode comprar tudo rosa e lilás e escolher um nome prá mim - e eu fiquei feliz e ao mesmo tempo assustada, porque ser mãe de menino é uma coisa e de menina é outra, é espantoso como vemos as coisas de duas formas totalmente diferentes, meu marido que o diga, é quem tem sentido mais essa parte.
Estou de 28 semanas, ontem era dia de vê-la e não fui com grandes expectativas da parte física, já que ela nunca deixou mesmo, ainda bem, porque ela continua não deixando. Ficamos quase uma hora na sala de exames e a médica com muita paciência conseguiu uma foto prá mostrar o rostinho dela prá nós, mas foi o suficiente prá que ficássemos ainda mais apaixonados e derretidos e não se emocionar foi impossível, ali dentro de mim, um milagre vivo, com um semblante calmo, tão confortavelmente acomodada, sem a mínima pressa de sair. E parece que ao vê-la o amor triplicou, a felicidade também... foi um dia tão especial que ficamos aqui às voltas com o assunto, namorando o exame e conversando sobre como serão as coisas daqui prá frente, tentando prever o futuro próximo. Meu marido diz que ela parece comigo, mas tô achando que é prá me agradar, vou esperar hoje a opinião do resto da família...
Até agora estamos assim:
- 5,2 Kg perdidos e 4,5 Kg recuperados
- Pressão arterial estável em 10/6
- Inchaço nas panturrilhas e pouca coisa nos pés
- Varicoses muitas, tipo mapa hidrográfico
- Algumas manchas e sardas no rosto
- Seios imensos, três numerações acima
- Muita, muita, muita e muita azia
- Anemia controlada, mas ainda instalada
- Sentindo muito o peso e o cansaço
- Dor excessiva nas costas e lado direito do quadril
- Usando faixa elástica abdominal constantemente
- Insônia e dificuldade prá dormir, sono agitado
- Uma bonequinha linda com 1,2 Kg e quase 30 cm, confortavelmente sentada
- Líquido de sobra prá ela se manter
- Um irmão carinhoso, apegado com a mamãe, extremamente teimoso e ciumento
- Porque mamãe adora emoções: nada pronto, nada comprado
- Uma mãe atrapalhada, mas feliz demais, andando em nuvens
- Um pai ansioso, participativo, presente e muito, muito ciumento
- Uma família inteira paparicando uma barriga e ansiosa pela chegada dela
- Todos muito, muito felizes e esperando com muito amor a nossa pequena Mariana, que promete...
Essa semana parei de trabalhar, suspendi as aulas, que difícil foi isso, vocês não tem ideia... mas preciso começar a arrumar as coisas dela por aqui, preciso descansar mais, agora estou ficando grandona de verdade e a disposição já não é a mesma, mas estou muito feliz e vê-la ontem e o carinho do Leo, da família e dos amigos, foi algo que me encheram de alegria, e não poderia esperar nem pedir nada mais que isso, o maior presente de aniversário que eu poderia ganhar, estou feliz e em paz como há tempos não me sentia e hoje é dia de reunir a família e celebrar.
Estou um pouco mais ausente e daqui prá frente assim será, as horas aqui com os amigos são divertidas, alegres e eu adoro, mas preciso ainda fazer muita coisa prá chegada dela, comprar o enxoval praticamente inteiro, arrumar o quartinho, programar o chá de bebê, nem pensei nas lembrancinhas ainda e num primeiro momento preciso urgentemente deixar a minha mala e a dela arrumadas. Meu marido e o Leo também andam carentes, ciumentos e revindicando atenção, na verdade ficar aqui muito tempo sentada tem sido desconfortável também, é um misto de tudo.
Desejo à vocês todos um domingo maravilhoso, repleto de harmonia e alegrias!
Ao chegar em casa, dias depois, a notícia de um novo emprego, ofertado de uma forma totalmente inesperada e em condições infinitamente melhores... e no final do mês uma sequência de mal estar, náuseas, tonturas, xixi a todo instante e os seios, que só da água do chuveiro doíam. E eu pensei, não estou enganada, já senti isso várias outras vezes e dias depois a confirmação de que realmente não estava, eram as nossas vidas se renovando novamente ali, dentro de mim. Um misto de alegria, receio e ansiedade, vontade de contar prá todo mundo, mas gato escaldado... E o tempo passou, depois de quase 3 meses e de uma certeza maior, dividimos com todos a nossa alegria incontida. E é engraçado como nessas horas a gente acha que sabe de tudo e acha que tem o controle da situação e pode prever tudo. Não pode não, aquele serzinho do tamanho de uma ervilha parecia já ter vontades próprias e acho que eu havia esquecido como é o período da espera. Eu queria trabalhar, mas ficar deitada com o mundo rodando de tanto enjoo era o que acontecia, a indisposição era imensa, apesar de eu não me entregar è ela. Quando as pessoas te perguntam e você conta como está sendo, a reação de alguns é ter olhar com cara de pena, com aquela expressão do tipo - tadinha, que ruim, que sofrido - mal sabem todos que até sendo péssimo é bom, que tudo fica pequeno diante de tanta expectativa e alegria, tudo vale à pena.
Estou de 28 semanas, ontem era dia de vê-la e não fui com grandes expectativas da parte física, já que ela nunca deixou mesmo, ainda bem, porque ela continua não deixando. Ficamos quase uma hora na sala de exames e a médica com muita paciência conseguiu uma foto prá mostrar o rostinho dela prá nós, mas foi o suficiente prá que ficássemos ainda mais apaixonados e derretidos e não se emocionar foi impossível, ali dentro de mim, um milagre vivo, com um semblante calmo, tão confortavelmente acomodada, sem a mínima pressa de sair. E parece que ao vê-la o amor triplicou, a felicidade também... foi um dia tão especial que ficamos aqui às voltas com o assunto, namorando o exame e conversando sobre como serão as coisas daqui prá frente, tentando prever o futuro próximo. Meu marido diz que ela parece comigo, mas tô achando que é prá me agradar, vou esperar hoje a opinião do resto da família...
Até agora estamos assim:
- 5,2 Kg perdidos e 4,5 Kg recuperados
- Pressão arterial estável em 10/6
- Inchaço nas panturrilhas e pouca coisa nos pés
- Varicoses muitas, tipo mapa hidrográfico
- Algumas manchas e sardas no rosto
- Seios imensos, três numerações acima
- Muita, muita, muita e muita azia
- Anemia controlada, mas ainda instalada
- Sentindo muito o peso e o cansaço
- Dor excessiva nas costas e lado direito do quadril
- Usando faixa elástica abdominal constantemente
- Insônia e dificuldade prá dormir, sono agitado
- Uma bonequinha linda com 1,2 Kg e quase 30 cm, confortavelmente sentada
- Líquido de sobra prá ela se manter
- Um irmão carinhoso, apegado com a mamãe, extremamente teimoso e ciumento
- Porque mamãe adora emoções: nada pronto, nada comprado
- Uma mãe atrapalhada, mas feliz demais, andando em nuvens
- Um pai ansioso, participativo, presente e muito, muito ciumento
- Uma família inteira paparicando uma barriga e ansiosa pela chegada dela
- Todos muito, muito felizes e esperando com muito amor a nossa pequena Mariana, que promete...
Essa semana parei de trabalhar, suspendi as aulas, que difícil foi isso, vocês não tem ideia... mas preciso começar a arrumar as coisas dela por aqui, preciso descansar mais, agora estou ficando grandona de verdade e a disposição já não é a mesma, mas estou muito feliz e vê-la ontem e o carinho do Leo, da família e dos amigos, foi algo que me encheram de alegria, e não poderia esperar nem pedir nada mais que isso, o maior presente de aniversário que eu poderia ganhar, estou feliz e em paz como há tempos não me sentia e hoje é dia de reunir a família e celebrar.
Estou um pouco mais ausente e daqui prá frente assim será, as horas aqui com os amigos são divertidas, alegres e eu adoro, mas preciso ainda fazer muita coisa prá chegada dela, comprar o enxoval praticamente inteiro, arrumar o quartinho, programar o chá de bebê, nem pensei nas lembrancinhas ainda e num primeiro momento preciso urgentemente deixar a minha mala e a dela arrumadas. Meu marido e o Leo também andam carentes, ciumentos e revindicando atenção, na verdade ficar aqui muito tempo sentada tem sido desconfortável também, é um misto de tudo.
Desejo à vocês todos um domingo maravilhoso, repleto de harmonia e alegrias!